Ele chegou por aqui em 1935, maldito, chocou a todos como uma ferida aberta. Praticou a caridade trabalhando em circos e se impregnou com a dura realidade dos portos, cadeias e puteiros. Foi ponta-esquerda do juvenil da Portuguesa Santista, funileiro, dramaturgo, camelô e finalmente o provocador dos poderosos em plena ditadura militar. Recebeu vinte e poucos anos de censura, visitou o DOPS e como se não bastasse andou com gente da laia de Pagu, Cacilda Becker, Tônia Carrero, Walmor Chagas e Cia. É dele o legado teatral “Barrela”, “Dois Perdidos Numa Noite Suja” e “Navalha na Carne”. Plínio Marcos de Barros, gênio, morreu em São Paulo em 1999.
SARAVALLE - info@chafrito.com